segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O Sexo e a Histórica Prostituição

A pedofilia, o estupro, o assédio sexual e a exploração sexual profissional são os modelos de prostituição abusiva que contradiz a cidadania e aos princípios religiosos e culturais descentes para a sociedade. Em contrapartida a Legislação não condena a prostituição passiva em que a prostituta, maior de idade presta serviço sexual por um determinado valor e é considerada um objeto ou produto sexual periódico e descartável. São as atividades das chamadas garotas de programas (mulheres, gays e lésbicas) atuantes nas boates, calçadas das ruas ou praças, expostas para vender-se. Nos casos de sexo com criança configura-se a pedofilia, uma prática ascendente no Brasil que levou a instalação de uma CPI para investigar tais autos, presidida pelo senador Magno Malta que taxa o pedófilo com 5% de loucura e 95% de safadeza e vem julgando culpados dessa indecência, onde crianças foram aliciadas pelo próprio tio, por políticos e diversos molestadores, inclusive virtuais. Mais recentemente os jornais amazonenses divulgaram o ato do professor da UFAM de mais de 60 anos de idade que ainda filmava suas relações com as vítimas menores que as molestava, assim como a monstruosidade dos políticos de Roraima feitores da mesma ação.O estupro já não é a causa mais preocupante da sociedade no mundo da prostituição, uma vez que o “sexo fácil e frágil” está ao dispor dos tarados abusadores. Portanto, o sexo forçado se dispersou por métodos continuamente inumanos e criminosos.O molestamento por pressão ou coação sexual é considerado assédio sexual, chantagem por uma solicitação de favores em que a vítima pode prestá-lo em submissão hierárquica ou em prol de benefícios salarial ou cargo/função no trabalho. É comum muitas jovens omitirem tais abusos, pela necessidade de sua sustentação pessoal ou simplesmente pela vaidade de sentirem-se acompanhadas de “filhinhos de papai” ou “coroa endinheirado” para gozar de uma situação indesejada de má fé.Quando o sexo provém de envolvimento profissional, onde o infrator delega poder sobre a vítima como: médico-paciente, professor-aluno, etc., o crime é taxado de exploração sexual profissional. O repúdio desse ato está previsto desde o juramento de Hipócrates a 450 a. C.: “Nunca me servirei da minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. (...)”. Contudo, essa prática é constante e não se limita somente a esse crime, mas provoca homicídios, até.Desde a formação das sociedades primitivas a partir do século V a. C que a prostituição é largamente praticada. Em Atenas as jovens eram recantadas a viverem reservadamente para aprendizagem de boas esposas pelas mães de maneira que seriam submissas aos maridos escolhidos pelos pais, nesse processo começou a surgir o homossexualismo feminino ou lesbianismo, denominação que segundo Mocellin é originada de Lesbos, ilha onde viveu a poetisa Safo que era apaixonada por outra mulher.Nas tragédias antigas é perceptível o ato da prostituição dentro da própria família, basta conhecer um pouco de Édipo rei que chegou a casar-se com a própria mãe com quem teve filhos-irmãos e uma família de incestos. Com esse exemplo conhece-se a endogamia, sistema somente vivido na Índia, já que ainda perpetuam naquele país as sociedades de castas.No Brasil, esse sistema de sociedade nunca existiu, pelo menos previsto em Lei, porém as moléstias são verídicas. Apesar da Constituição não condenar a prostituição, não se pode aceitá-la, uma vez entendida como violência. O sexo deve ser praticado como forma de amor e para reprodução daquele que se julga filho de Deus, não para exaltar ou difamar por esta graça.

domingo, 18 de maio de 2008

Educação e Consciência Ambiental na Amazônia

A Educação Ambiental (EA) na Amazônia, recentemente enfatizada pelas escolas e universidades, tem tido repercussão valiosa no meio estudantil, um processo de conscientização cujo principal objetivo é produzir a consciência ambiental entre os homens, responsáveis pela vida no planeta.
Com a globalização e o neoliberalismo desenfreados, a Amazônia vem sofrendo constantes degradações e ameaças. De acordo com Sandra Cunha “além da alteração dos habitats e da extinção de espécies, o planeta também está sendo espoliado pela perda de raças e variedades dentro das espécies. Muitas delas perdem populações inteiras num ritmo acelerado que reduz rapidamente sua diversidade genética, reduzindo consequentemente a sua capacidade de adaptação às mudanças climáticas e outras formas de variações ambientais”.
Em decorrência das atividades antrópicas o homem põe em risco a fauna e a flora, riquezas amazônicas milenares, além da poluição da água e do ar dos quais seu corpo vive em constante ingestão, conseqüentemente, a raça humana também encontra-se ameaçada de extinção, embora em proporções longínquas.
Quando evolui naturalmente, sem a interferência dos homens, a natureza mostra-se renovável e equilibrada, pois possui seus próprios mecanismos de evolução. Mas quando a Educação Ambiental ainda não faz parte da consciência de alguns homens, a natureza sofre os impactos da não preservação e da destruição.
A Educação Ambiental pode ser uma solução para o consumismo e a poluição. O Desenvolvimento Sustentável, o Selo Verde, o Reflorestamento, a Reciclagem de Resíduos Sólidos etc., são instrumentos e atividades que precisam de maior atenção dos cidadãos e dos órgãos de fiscalização como Ibama e Sedema. No entanto, as autoridades devem ser seletivas, numerosas e rigorosas, a ponto de atenderem a toda a extensão amazônica, uma vez que, a exploração de madeira, o desmatamento e as grandes queimadas, se sucedem no interior do Pará, de Roraima e também no interior do Amazonas, mesmo em menor escala.
Somente a integração social ativa no âmbito da Educação Ambiental tem o poder de conscientizar o indivíduo na realização de atividades mais racionais em relação ao Meio Ambiente, sem degradá-lo. Foi com essa intenção que se reuniram delegações de 175 países na cidade do Rio de Janeiro em 1992, para promoverem a Primeira Conferência Internacional sobre o Meio Ambiente, conhecida como ECO-92.
A ECO-92 foi um dos primeiros eventos internacionais voltado para as questões do meio ambiente após o fim da Guerra Fria (EUA x URSS), embora as discussões sobre ecologia já tivessem sido mencionadas em 1972, na Conferência de Estocolmo, quando o Brasil já se comprometia com o Meio Ambiente perante as Nações Unidas.
Muitos países se interessam pela preservação da Amazônia, havendo inclusive o desejo de internacionalizá-la. Esse desejo é sonho de alguns e, tornando-se realidade, resultará em pesadelo para os brasileiros, pois este pretexto advém dos maiores poluidores do mundo.A educação e a consciência ambiental na Amazônia não significam luxo, mas necessidade de sobrevivência.

sábado, 12 de abril de 2008

A crônica barbárie na metrópole

Aportei-me no futuro promissor, da educação e do bom emprego, dia 24 de março de 2003 e fui recepcionado por um temporal de chuva ainda no porto de navegação. Não pude imaginar, naquele momento, que aquela turbulência era somente o primeiro obstáculo que eu enfrentaria e que a violência daquele fenômeno natural perduraria já com a arte irracional do homem violentando a mim e à acolhedora metrópole. Não imaginei que ainda precisava resistir às delinqüências do preconceito, dos roubos e furtos, da barbárie renascida, para enfim dizer: “vim, vi e venci”.
Ainda do porto pedi ao meu irmão que me buscasse, e ele dizia: “posso demorar um pouco porque a minha casa foi assaltada, e você, tenha muito cuidado com suas bagagens para não te roubarem aí!” Daí me perguntei: onde estou chegando?
Decerto, nas grandes capitais são comuns muitas atrocidades, conquanto, o fluxo migratório e a exclusão social ascendem a violência. Neste cenário, os jornais já revelaram homicídio motivado por xenofobia, um homem foi assassinado ao dirigir sátira de paraense ao outro. Parlamentar já proferiu discurso culpando os paraenses pelo alto índice de violência na capital. Medíocre discurso! Político em plena campanha agrediu a esposa, delegada que sucumbiu a violência contra a mulher. O ato serviu de campanha porque ambos foram eleitos. Pobres eleitores!
Expressar essa indignação não significa defender ufanismo ou sobrepor etnias culturalmente, mas um desejo retórico, de oposição à origem da barbárie romana. A marginalização de um povo, precedido de exclusão e impedido de reconstituição social. A principal diferença da barbárie antiga é que os bárbaros naquela época eram originários da germânica, vindos de fora, que se organizaram e atacaram o ordenado imperial proporcionando a queda do Império romano do Ocidente. Hoje, os bárbaros geralmente, são criados na própria margem e marginalizados pelo poderio da metrópole. Chamo de rebeldes excluídos, a exemplo das facções suburbanas cariocas. Já que buscamos a paz, não podemos aceitar a barbárie retratada, advinda de quem se incube de combatê-la.
As heterogeneidades na região são expressivas não somente pela biodiversidade, até as águas dos rios não se unem, constituem um fenômeno raro, dois elementos químicos de mesma natureza que não se homogeneízam em seu encontro. Contudo, ao contrário do contraste humano, as águas formam um ponto turístico de uma bela vista natural e atraente, enquanto a desunião dos povos provoca embates conflitantes e desumanos.
O que deve ser feito em prol de um mundo melhor, globalizar o mundo ou humanizar o globo? Eu acreditava que era possível humanizar o mundo globalizado.
Depois de, ver o caso “Toni”, jovem de 26 anos assassinar a ex-namorada, a filha, a cunhada, e a babá, bem como a dona da estância da qual ele alugava um quarto para morar e enterrar suas vítimas; relembrar o caso “Richthofen”, 2002, jovem Suzane que com 23 anos de idade assassinava seus próprios pais; o tenente coronel morto, presumidamente por investigar a corrupção dentro de sua própria corporação; e mais recentemente a menina Isabella Nardoni de cinco anos de idade arremessada do sexto andar de um prédio depois de espancada. Sem contar com aborto, com crianças abandonadas pelas próprias mães, com a exacerbação do homossexualismo e prostituição entre muitos outros horrores que além do repúdio do Papa alguém já havia previsto como sinal do final dos tempos, mas não convém aceitá-los.
Mudei o meu conceito de humanização ao ver os animais se unirem afetuosamente, enquanto da mesma espécie: os macacos em toda sua existência andaram emagotados protegendo uns aos outros, as mães carregando seus filhotes nas costas, jamais abandonando-os; as formigas enfileiradas, uma ajudando a outra atravessar obstáculos; as abelhas, assim como os marimbondos unidos constroem suas casas, trabalham coletivamente e se defendem dos predadores.
Partindo do princípio de que nossos feitos são reflexos de nós mesmos não podemos ofender os animais afirmando sermos benévolos e eles não, ou associar selvageria a atrocidades. Para isto, é necessário animalizar a humanidade para poder readquirir o significado de ser humano como bondoso e benfeitor da forma como foi o intuito do criador.
É preciso amar o próximo como a si mesmo. Afinal somos todos irmãos braços dados ou não.

domingo, 2 de março de 2008

Índios e Caboclos: Cultura Amazônica


Texto publicado em 18/11/2005 no Jornal O Estado do Amazonas na coluna de Idéias e Debates.