Aportei-me no futuro promissor, da educação e do bom emprego, dia 24 de março de 2003 e fui recepcionado por um temporal de chuva ainda no porto de navegação. Não pude imaginar, naquele momento, que aquela turbulência era somente o primeiro obstáculo que eu enfrentaria e que a violência daquele fenômeno natural perduraria já com a arte irracional do homem violentando a mim e à acolhedora metrópole. Não imaginei que ainda precisava resistir às delinqüências do preconceito, dos roubos e furtos, da barbárie renascida, para enfim dizer: “vim, vi e venci”.
Ainda do porto pedi ao meu irmão que me buscasse, e ele dizia: “posso demorar um pouco porque a minha casa foi assaltada, e você, tenha muito cuidado com suas bagagens para não te roubarem aí!” Daí me perguntei: onde estou chegando?
Decerto, nas grandes capitais são comuns muitas atrocidades, conquanto, o fluxo migratório e a exclusão social ascendem a violência. Neste cenário, os jornais já revelaram homicídio motivado por xenofobia, um homem foi assassinado ao dirigir sátira de paraense ao outro. Parlamentar já proferiu discurso culpando os paraenses pelo alto índice de violência na capital. Medíocre discurso! Político em plena campanha agrediu a esposa, delegada que sucumbiu a violência contra a mulher. O ato serviu de campanha porque ambos foram eleitos. Pobres eleitores!
Expressar essa indignação não significa defender ufanismo ou sobrepor etnias culturalmente, mas um desejo retórico, de oposição à origem da barbárie romana. A marginalização de um povo, precedido de exclusão e impedido de reconstituição social. A principal diferença da barbárie antiga é que os bárbaros naquela época eram originários da germânica, vindos de fora, que se organizaram e atacaram o ordenado imperial proporcionando a queda do Império romano do Ocidente. Hoje, os bárbaros geralmente, são criados na própria margem e marginalizados pelo poderio da metrópole. Chamo de rebeldes excluídos, a exemplo das facções suburbanas cariocas. Já que buscamos a paz, não podemos aceitar a barbárie retratada, advinda de quem se incube de combatê-la.
As heterogeneidades na região são expressivas não somente pela biodiversidade, até as águas dos rios não se unem, constituem um fenômeno raro, dois elementos químicos de mesma natureza que não se homogeneízam em seu encontro. Contudo, ao contrário do contraste humano, as águas formam um ponto turístico de uma bela vista natural e atraente, enquanto a desunião dos povos provoca embates conflitantes e desumanos.
O que deve ser feito em prol de um mundo melhor, globalizar o mundo ou humanizar o globo? Eu acreditava que era possível humanizar o mundo globalizado.
Depois de, ver o caso “Toni”, jovem de 26 anos assassinar a ex-namorada, a filha, a cunhada, e a babá, bem como a dona da estância da qual ele alugava um quarto para morar e enterrar suas vítimas; relembrar o caso “Richthofen”, 2002, jovem Suzane que com 23 anos de idade assassinava seus próprios pais; o tenente coronel morto, presumidamente por investigar a corrupção dentro de sua própria corporação; e mais recentemente a menina Isabella Nardoni de cinco anos de idade arremessada do sexto andar de um prédio depois de espancada. Sem contar com aborto, com crianças abandonadas pelas próprias mães, com a exacerbação do homossexualismo e prostituição entre muitos outros horrores que além do repúdio do Papa alguém já havia previsto como sinal do final dos tempos, mas não convém aceitá-los.
Mudei o meu conceito de humanização ao ver os animais se unirem afetuosamente, enquanto da mesma espécie: os macacos em toda sua existência andaram emagotados protegendo uns aos outros, as mães carregando seus filhotes nas costas, jamais abandonando-os; as formigas enfileiradas, uma ajudando a outra atravessar obstáculos; as abelhas, assim como os marimbondos unidos constroem suas casas, trabalham coletivamente e se defendem dos predadores.
Partindo do princípio de que nossos feitos são reflexos de nós mesmos não podemos ofender os animais afirmando sermos benévolos e eles não, ou associar selvageria a atrocidades. Para isto, é necessário animalizar a humanidade para poder readquirir o significado de ser humano como bondoso e benfeitor da forma como foi o intuito do criador.
É preciso amar o próximo como a si mesmo. Afinal somos todos irmãos braços dados ou não.
Ainda do porto pedi ao meu irmão que me buscasse, e ele dizia: “posso demorar um pouco porque a minha casa foi assaltada, e você, tenha muito cuidado com suas bagagens para não te roubarem aí!” Daí me perguntei: onde estou chegando?
Decerto, nas grandes capitais são comuns muitas atrocidades, conquanto, o fluxo migratório e a exclusão social ascendem a violência. Neste cenário, os jornais já revelaram homicídio motivado por xenofobia, um homem foi assassinado ao dirigir sátira de paraense ao outro. Parlamentar já proferiu discurso culpando os paraenses pelo alto índice de violência na capital. Medíocre discurso! Político em plena campanha agrediu a esposa, delegada que sucumbiu a violência contra a mulher. O ato serviu de campanha porque ambos foram eleitos. Pobres eleitores!
Expressar essa indignação não significa defender ufanismo ou sobrepor etnias culturalmente, mas um desejo retórico, de oposição à origem da barbárie romana. A marginalização de um povo, precedido de exclusão e impedido de reconstituição social. A principal diferença da barbárie antiga é que os bárbaros naquela época eram originários da germânica, vindos de fora, que se organizaram e atacaram o ordenado imperial proporcionando a queda do Império romano do Ocidente. Hoje, os bárbaros geralmente, são criados na própria margem e marginalizados pelo poderio da metrópole. Chamo de rebeldes excluídos, a exemplo das facções suburbanas cariocas. Já que buscamos a paz, não podemos aceitar a barbárie retratada, advinda de quem se incube de combatê-la.
As heterogeneidades na região são expressivas não somente pela biodiversidade, até as águas dos rios não se unem, constituem um fenômeno raro, dois elementos químicos de mesma natureza que não se homogeneízam em seu encontro. Contudo, ao contrário do contraste humano, as águas formam um ponto turístico de uma bela vista natural e atraente, enquanto a desunião dos povos provoca embates conflitantes e desumanos.
O que deve ser feito em prol de um mundo melhor, globalizar o mundo ou humanizar o globo? Eu acreditava que era possível humanizar o mundo globalizado.
Depois de, ver o caso “Toni”, jovem de 26 anos assassinar a ex-namorada, a filha, a cunhada, e a babá, bem como a dona da estância da qual ele alugava um quarto para morar e enterrar suas vítimas; relembrar o caso “Richthofen”, 2002, jovem Suzane que com 23 anos de idade assassinava seus próprios pais; o tenente coronel morto, presumidamente por investigar a corrupção dentro de sua própria corporação; e mais recentemente a menina Isabella Nardoni de cinco anos de idade arremessada do sexto andar de um prédio depois de espancada. Sem contar com aborto, com crianças abandonadas pelas próprias mães, com a exacerbação do homossexualismo e prostituição entre muitos outros horrores que além do repúdio do Papa alguém já havia previsto como sinal do final dos tempos, mas não convém aceitá-los.
Mudei o meu conceito de humanização ao ver os animais se unirem afetuosamente, enquanto da mesma espécie: os macacos em toda sua existência andaram emagotados protegendo uns aos outros, as mães carregando seus filhotes nas costas, jamais abandonando-os; as formigas enfileiradas, uma ajudando a outra atravessar obstáculos; as abelhas, assim como os marimbondos unidos constroem suas casas, trabalham coletivamente e se defendem dos predadores.
Partindo do princípio de que nossos feitos são reflexos de nós mesmos não podemos ofender os animais afirmando sermos benévolos e eles não, ou associar selvageria a atrocidades. Para isto, é necessário animalizar a humanidade para poder readquirir o significado de ser humano como bondoso e benfeitor da forma como foi o intuito do criador.
É preciso amar o próximo como a si mesmo. Afinal somos todos irmãos braços dados ou não.