Com a globalização e o neoliberalismo desenfreados, a Amazônia vem sofrendo constantes degradações e ameaças. De acordo com Sandra Cunha “além da alteração dos habitats e da extinção de espécies, o planeta também está sendo espoliado pela perda de raças e variedades dentro das espécies. Muitas delas perdem populações inteiras num ritmo acelerado que reduz rapidamente sua diversidade genética, reduzindo consequentemente a sua capacidade de adaptação às mudanças climáticas e outras formas de variações ambientais”.
Em decorrência das atividades antrópicas o homem põe em risco a fauna e a flora, riquezas amazônicas milenares, além da poluição da água e do ar dos quais seu corpo vive em constante ingestão, conseqüentemente, a raça humana também encontra-se ameaçada de extinção, embora em proporções longínquas.
Quando evolui naturalmente, sem a interferência dos homens, a natureza mostra-se renovável e equilibrada, pois possui seus próprios mecanismos de evolução. Mas quando a Educação Ambiental ainda não faz parte da consciência de alguns homens, a natureza sofre os impactos da não preservação e da destruição.
A Educação Ambiental pode ser uma solução para o consumismo e a poluição. O Desenvolvimento Sustentável, o Selo Verde, o Reflorestamento, a Reciclagem de Resíduos Sólidos etc., são instrumentos e atividades que precisam de maior atenção dos cidadãos e dos órgãos de fiscalização como Ibama e Sedema. No entanto, as autoridades devem ser seletivas, numerosas e rigorosas, a ponto de atenderem a toda a extensão amazônica, uma vez que, a exploração de madeira, o desmatamento e as grandes queimadas, se sucedem no interior do Pará, de Roraima e também no interior do Amazonas, mesmo em menor escala.
Somente a integração social ativa no âmbito da Educação Ambiental tem o poder de conscientizar o indivíduo na realização de atividades mais racionais em relação ao Meio Ambiente, sem degradá-lo. Foi com essa intenção que se reuniram delegações de 175 países na cidade do Rio de Janeiro em 1992, para promoverem a Primeira Conferência Internacional sobre o Meio Ambiente, conhecida como ECO-92.
A ECO-92 foi um dos primeiros eventos internacionais voltado para as questões do meio ambiente após o fim da Guerra Fria (EUA x URSS), embora as discussões sobre ecologia já tivessem sido mencionadas em 1972, na Conferência de Estocolmo, quando o Brasil já se comprometia com o Meio Ambiente perante as Nações Unidas.
Muitos países se interessam pela preservação da Amazônia, havendo inclusive o desejo de internacionalizá-la. Esse desejo é sonho de alguns e, tornando-se realidade, resultará em pesadelo para os brasileiros, pois este pretexto advém dos maiores poluidores do mundo.A educação e a consciência ambiental na Amazônia não significam luxo, mas necessidade de sobrevivência.